Calculadora de juros compostos
Calcule como seus investimentos crescem ao longo do tempo com juros compostos e aportes regulares.
O que são juros compostos?
Como calcular juros compostos
Fórmula dos juros compostos
- = O montante final (capital + juros acumulados)
- = O capital inicial (valor aplicado)
- = A taxa de juros anual (em decimal)
- = O número de capitalizações por ano
- = O tempo em anos
Exemplos práticos de juros compostos
Investir R$ 10.000 em CDB a 100% do CDI por 5 anos
Começar cedo vs. começar tarde: o impacto do tempo
Tesouro Direto: R$ 50.000 no Tesouro Selic por 3 anos
Dicas para maximizar seus rendimentos com juros compostos
- Comece o quanto antes. O tempo é o fator mais poderoso nos juros compostos. Investir R$ 200 por mês aos 20 anos pode render mais do que R$ 500 por mês começando aos 35, graças ao efeito exponencial da capitalização.
- Seja consistente nos aportes mensais. Configure transferências automáticas para sua aplicação financeira. A disciplina de investir todo mês, mesmo valores pequenos, é mais importante do que tentar acertar o melhor momento do mercado.
- Reinvista os rendimentos. Nunca resgate os juros antes do vencimento. Cada real de rendimento que permanece aplicado gera seus próprios juros, acelerando o crescimento do patrimônio.
- Compare sempre poupança, CDB, LCI/LCA e Tesouro Direto. Com a Selic a 15%, a poupança rende cerca de 8,3% ao ano, enquanto um CDB a 100% do CDI rende quase 14,90% bruto. Mesmo após o imposto de renda, o CDB supera a poupança na maioria dos cenários.
- Considere a isenção de IR das LCIs e LCAs. Esses títulos não pagam imposto de renda para pessoa física. Uma LCI a 90% do CDI pode render mais líquido do que um CDB a 100% do CDI, dependendo do prazo.
- Aumente seus aportes conforme sua renda crescer. Um aumento de R$ 100 por mês no aporte pode representar dezenas de milhares de reais a mais em 20 ou 30 anos de investimento.
- Fuja dos juros compostos negativos. Dívidas de cartão de crédito (taxas acima de 400% ao ano) e cheque especial usam juros compostos contra você. Quite essas dívidas antes de começar a investir.
Perguntas frequentes sobre juros compostos
Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?
Juros simples incidem apenas sobre o capital inicial, gerando um crescimento linear. Juros compostos incidem sobre o capital mais os juros acumulados, gerando crescimento exponencial. Na prática, R$ 10.000 a 10% de juros simples rendem R$ 1.000 por ano, sempre. Com juros compostos, o rendimento aumenta a cada período: R$ 1.000 no primeiro ano, R$ 1.100 no segundo, R$ 1.210 no terceiro, e assim por diante. Em 20 anos, os juros simples geram R$ 30.000, enquanto os compostos geram R$ 67.275 com o mesmo capital e taxa.
Quanto rende R$ 10.000 com juros compostos por mês?
Depende da taxa e do investimento escolhido. Com a Selic a 15% ao ano em 2026, R$ 10.000 aplicados em um CDB a 100% do CDI rendem aproximadamente R$ 116 brutos por mês (capitalização mensal). Na poupança, o rendimento mensal é de cerca de R$ 67. No Tesouro Selic, o rendimento bruto mensal fica próximo de R$ 117, antes do desconto da taxa de custódia e do IR.
A poupança usa juros simples ou compostos?
A poupança utiliza juros compostos. O rendimento é capitalizado mensalmente na data de aniversário do depósito. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Em 2026, com a Selic a 15%, o rendimento total da poupança fica em torno de 8,3% ao ano. Porém, mesmo usando juros compostos, a poupança rende significativamente menos do que CDB, LCI, LCA e Tesouro Direto.
O que é a Regra dos 72 e como usá-la?
A Regra dos 72 é um atalho matemático para estimar em quanto tempo seu dinheiro dobra. Basta dividir 72 pela taxa de juros anual. Por exemplo, com o CDI a 14,90% ao ano, seu investimento dobra em aproximadamente 72 ÷ 14,90 = 4,8 anos. Na poupança, com rendimento de 8,3% ao ano, leva cerca de 72 ÷ 8,3 = 8,7 anos para dobrar. Essa regra funciona bem para taxas entre 2% e 20% e é uma forma rápida de comparar investimentos.
CDB tem juros compostos? E o Tesouro Direto?
Sim, tanto o CDB quanto o Tesouro Direto utilizam juros compostos. No CDB, a rentabilidade pode ser prefixada, pós-fixada (atrelada ao CDI) ou híbrida (IPCA + taxa fixa), e em todos os casos os rendimentos são capitalizados diariamente. O Tesouro Selic também capitaliza diariamente. A diferença fundamental está na tributação: o CDB e o Tesouro Direto pagam imposto de renda regressivo (de 22,5% até 15%, conforme o prazo), enquanto LCI e LCA são isentas de IR para pessoa física.
Quanto rende R$ 50.000 por mês em um CDB a 100% do CDI?
Com o CDI a 14,90% ao ano (Selic a 15%), R$ 50.000 em um CDB a 100% do CDI rendem aproximadamente R$ 580 brutos por mês. Descontando o imposto de renda (que varia de 22,5% a 15% dependendo do prazo), o rendimento líquido fica entre R$ 449 e R$ 493 por mês. Na poupança, o mesmo valor renderia cerca de R$ 335 por mês. A diferença mensal pode parecer pequena, mas ao longo de anos os juros compostos amplificam essa vantagem de forma significativa.
Como os juros compostos funcionam nas dívidas?
Nas dívidas, os juros compostos trabalham contra você. O juro não pago é somado ao saldo devedor, e no período seguinte você paga juros sobre juros. No Brasil, isso é especialmente perigoso: o rotativo do cartão de crédito cobra em média 430% ao ano e o cheque especial cerca de 130% ao ano. Uma dívida de R$ 5.000 no cartão de crédito, se não paga, pode ultrapassar R$ 26.000 em apenas um ano por causa dos juros compostos. Por isso, quitar dívidas caras deve ser prioridade absoluta antes de investir.
Qual o melhor investimento para aproveitar os juros compostos em 2026?
Com a Selic a 15%, os investimentos de renda fixa oferecem retornos excelentes. O Tesouro Selic é considerado o mais seguro (garantido pelo governo) e rende cerca de 15% bruto ao ano. CDBs de bancos médios podem oferecer de 110% a 120% do CDI, chegando a 16-18% bruto ao ano. LCIs e LCAs rendem menos em termos brutos (90-95% do CDI), mas são isentas de IR e podem render mais líquido para prazos curtos. A escolha ideal depende do prazo, da necessidade de liquidez e do valor investido.
Glossário de termos financeiros
Capital inicial
O valor de dinheiro aplicado no início do investimento, antes de qualquer rendimento. Também chamado de principal ou montante inicial.
CDI (Certificado de Depósito Interbancário)
Taxa de referência para a maioria dos investimentos de renda fixa no Brasil. Acompanha de perto a taxa Selic e é usada como benchmark para CDBs, LCIs e LCAs.
Taxa Selic
A taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. Influencia diretamente o rendimento de todos os investimentos de renda fixa.
Capitalização
O processo de incorporar os juros ao capital, fazendo com que os próximos juros incidam sobre um valor maior. Pode ocorrer diariamente, mensalmente, trimestralmente ou anualmente.
Montante
O valor total ao final do investimento, composto pelo capital inicial mais todos os juros acumulados ao longo do período.
Regra dos 72
Fórmula simplificada para estimar em quantos anos um investimento dobra de valor: basta dividir 72 pela taxa de juros anual.
IR regressivo
Tabela de imposto de renda sobre investimentos de renda fixa que diminui conforme o prazo: 22,5% (até 180 dias), 20% (181 a 360 dias), 17,5% (361 a 720 dias) e 15% (acima de 720 dias).
