Calculadora de Financiamento Imobiliário
Calcule sua parcela mensal do financiamento imobiliário, juros totais e veja a tabela de amortização completa. Inclui imposto, seguro, PMI e análise de pagamentos extras.
O que é financiamento imobiliário?
Como calcular a parcela do financiamento imobiliário
Fórmula do financiamento imobiliário
- = Valor da parcela mensal fixa (Tabela Price)
- = Valor financiado (valor do imóvel menos a entrada)
- = Taxa de juros mensal (em decimal)
- = Número total de parcelas (prazo em meses)
Exemplos práticos de financiamento imobiliário
Apartamento de R$ 400.000 financiado pela Caixa em 360 meses
Casa de R$ 600.000 com uso do FGTS e amortização antecipada
Comparando o custo real: Tabela Price vs SAC para imóvel de R$ 500.000
Dicas para economizar no financiamento imobiliário
- Dê a maior entrada possível. Cada 10% a mais de entrada pode reduzir o custo total do financiamento em centenas de milhares de reais. Com 30% de entrada em vez de 20%, você financia menos e paga menos juros ao longo de 30 anos. Bancos também oferecem taxas melhores para quem dá entradas maiores.
- Compare o CET (Custo Efetivo Total), não apenas a taxa de juros. O banco com a menor taxa nem sempre tem o menor CET. O CET inclui seguros obrigatórios (MIP e DFI), taxa de administração e tributos. Uma taxa de 10,50% com seguros caros pode custar mais do que 11,00% com seguros baratos.
- Use o FGTS estrategicamente. Você pode usar o saldo do FGTS para dar entrada, amortizar o saldo devedor a cada 2 anos ou abater até 80% do valor de 12 parcelas consecutivas. Planeje os saques para maximizar a redução do saldo devedor, preferencialmente nos primeiros anos do financiamento, quando o impacto dos juros é maior.
- Prefira o SAC se sua renda permitir. Embora as parcelas iniciais sejam de 15% a 20% maiores que as do Price, o SAC gera uma economia total de R$ 200.000 a R$ 400.000 em um financiamento de 30 anos. Se a parcela do SAC não ultrapassar 30% da sua renda, essa é quase sempre a melhor escolha.
- Faça amortizações antecipadas sempre que possível. Usar o 13º salário, bônus ou qualquer renda extra para amortizar o saldo devedor reduz drasticamente o prazo e os juros. Amortizar R$ 10.000 no quinto ano de um financiamento de R$ 400.000 pode economizar mais de R$ 30.000 em juros futuros.
- Negocie com o banco antes de assinar. Obtenha simulações de pelo menos 3 bancos diferentes e use a proposta mais barata como argumento de negociação. Bancos concedem taxas preferenciais para clientes que transferem salário, contratam seguros ou têm relacionamento de longo prazo.
- Não comprometa mais de 25% da renda com a parcela. Embora os bancos aprovem até 30%, manter a parcela em até 25% da renda familiar cria uma margem de segurança para imprevistos, evitando o risco de inadimplência caso a situação financeira mude.
Perguntas frequentes sobre financiamento imobiliário
Qual a diferença entre Tabela Price e SAC no financiamento imobiliário?
Na Tabela Price, todas as parcelas têm o mesmo valor durante o financiamento inteiro: nos primeiros meses, a maior parte da parcela é composta por juros, e a amortização vai crescendo ao longo do tempo. No SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização é fixa todo mês, mas os juros diminuem conforme o saldo devedor cai, fazendo as parcelas ficarem cada vez menores. Em um financiamento de R$ 400.000 em 30 anos a 11,19% ao ano, a parcela do Price é fixa em R$ 3.148, enquanto no SAC a primeira parcela é R$ 3.728 e a última cai para R$ 897. O SAC gera uma economia total de cerca de R$ 300.000 em juros, mas exige uma renda maior para aprovação por conta da parcela inicial mais alta.
Quanto de entrada preciso para financiar um imóvel em 2026?
A entrada mínima para financiamento imobiliário no Brasil é de 20% do valor do imóvel, já que os bancos financiam até 80% pelo SFH. Para um imóvel de R$ 400.000, a entrada mínima é de R$ 80.000. Você pode usar o saldo do FGTS para cobrir total ou parcialmente essa entrada. Dar uma entrada maior, como 30% ou 40%, reduz o valor financiado e consequentemente os juros totais, além de melhorar as condições oferecidas pelo banco. Pelo programa Minha Casa Minha Vida, dependendo da faixa de renda, a entrada pode ser subsidiada.
Como usar o FGTS para amortizar o financiamento imobiliário?
Você pode usar o FGTS para amortizar o saldo devedor do financiamento a cada 2 anos, desde que o contrato esteja no SFH, o imóvel valha até R$ 2,25 milhões, você tenha pelo menos 3 anos de trabalho com carteira assinada e esteja em dia com as parcelas. O FGTS pode ser usado para reduzir o saldo devedor (diminuindo o prazo ou o valor das parcelas) ou para abater até 80% do valor de 12 parcelas consecutivas. Para solicitar, procure o banco financiador com seus documentos pessoais e o extrato atualizado do FGTS.
Qual banco tem a menor taxa de financiamento imobiliário em 2026?
Em março de 2026, a Caixa Econômica Federal oferece as menores taxas de balcão, a partir de 11,19% ao ano mais TR no SFH, podendo chegar a 10,26% para clientes com relacionamento e débito automático. O BRB vem em seguida com 11,36%, e entre os privados, o Itaú lidera com 11,60%. Porém, a taxa de juros não é o único fator: compare sempre o CET (Custo Efetivo Total), que inclui seguros MIP e DFI, taxas de administração e outros encargos. Um banco com taxa mais baixa pode ter CET mais alto por cobrar seguros mais caros.
Vale a pena amortizar o financiamento ou investir o dinheiro?
Depende da comparação entre a taxa de juros do financiamento e o retorno dos seus investimentos. Se sua taxa é de 11,19% ao ano e você consegue investir a 14,90% ao ano bruto (100% do CDI com Selic a 15%), o retorno líquido (após IR de 15%) fica em torno de 12,66%, superior ao custo do financiamento. Nesse cenário, investir pode ser mais vantajoso. Porém, se sua taxa de financiamento for de 12% ou mais, ou se você não tem disciplina para manter o dinheiro investido, amortizar é quase sempre a melhor opção. Considere também que amortizar reduz o risco financeiro e a carga psicológica de ter uma dívida longa.
O que é o CET e por que ele é mais importante que a taxa de juros?
O CET (Custo Efetivo Total) é a taxa que representa o custo real e completo do financiamento, incluindo juros, seguros obrigatórios (MIP e DFI), taxa de administração e outros encargos embutidos nas parcelas. Enquanto a taxa de juros nominal pode ser de 11,19% ao ano, o CET geralmente fica entre 12% e 14% ao ano, dependendo da idade do mutuário (que afeta o seguro MIP) e do valor do imóvel (que afeta o seguro DFI). O CET é obrigatório por lei (Resolução CMN 3.517/2007) e deve ser informado antes da contratação. Sempre compare o CET entre bancos, não apenas a taxa de juros.
Qual a renda mínima para financiar um imóvel de R$ 400.000?
A parcela do financiamento não pode comprometer mais de 30% da renda bruta familiar. Para um imóvel de R$ 400.000 com 20% de entrada (financiando R$ 320.000) a 11,19% ao ano em 360 meses, a parcela pelo Price é de aproximadamente R$ 3.148. Dividindo por 0,30, a renda mínima necessária é de cerca de R$ 10.500 brutos por mês. Pelo SAC, a primeira parcela é maior (R$ 3.728), exigindo renda de aproximadamente R$ 12.430. É possível somar a renda de até 3 pessoas (composição de renda) para atingir o mínimo exigido pelo banco.
O que são os seguros MIP e DFI no financiamento imobiliário?
O MIP (Morte e Invalidez Permanente) e o DFI (Danos Físicos ao Imóvel) são seguros obrigatórios em todo financiamento imobiliário no Brasil. O MIP quita o saldo devedor em caso de falecimento ou invalidez permanente do mutuário, protegendo a família. O DFI cobre danos materiais ao imóvel, como incêndio, explosão, alagamento e desmoronamento. O custo do MIP varia conforme a idade: um mutuário de 25 anos paga significativamente menos do que um de 55 anos. O DFI é calculado com base no valor do imóvel. Juntos, esses seguros podem representar de 3% a 8% do valor da parcela mensal.
Glossário de termos do financiamento imobiliário
Alienação fiduciária
Modalidade de garantia em que o imóvel financiado fica em nome do banco até a quitação total da dívida. É o tipo de garantia padrão no financiamento imobiliário brasileiro.
Amortização
A parcela do pagamento mensal que efetivamente reduz o saldo devedor. Na Tabela Price, a amortização é crescente; no SAC, é constante.
CET (Custo Efetivo Total)
Taxa percentual anual que representa o custo real do financiamento, incluindo juros, seguros obrigatórios, taxas de administração e todos os encargos. Obrigatório por lei desde 2007.
SFH (Sistema Financeiro de Habitação)
Sistema regulado pelo governo para financiamento de imóveis de até R$ 2,25 milhões (teto atualizado em 2026), com taxas de juros limitadas a 12% ao ano e possibilidade de uso do FGTS.
TR (Taxa Referencial)
Índice de correção monetária usado como componente das taxas de financiamento imobiliário no Brasil. A maioria dos contratos usa a fórmula juros + TR.
Seguro MIP
Seguro de Morte e Invalidez Permanente, obrigatório no financiamento imobiliário. Quita o saldo devedor em caso de falecimento ou invalidez do mutuário. O custo varia conforme a idade.
Saldo devedor
O valor restante da dívida em qualquer momento do financiamento. É sobre o saldo devedor que incidem os juros mensais. Diminui a cada parcela paga ou amortização antecipada.
