Calculadora de Empréstimo
Calcule sua parcela mensal, juros totais e custo total do empréstimo. Compare até 3 ofertas. Tabela Price e SAC.
O que é uma calculadora de empréstimo?
Como calcular a parcela de um empréstimo
Fórmula do cálculo de empréstimo
- = Valor da parcela mensal fixa (Tabela Price)
- = Valor total do empréstimo (principal)
- = Taxa de juros mensal (em decimal)
- = Número total de parcelas
Exemplos práticos de cálculo de empréstimo
Empréstimo pessoal de R$ 20.000 em 36 meses a 3,50% ao mês
Consignado de R$ 10.000 para aposentado INSS em 84 meses
Comparando 3 ofertas de R$ 30.000 para financiamento de veículo
Dicas para economizar no empréstimo
- Compare o CET, não apenas a taxa de juros. O Custo Efetivo Total inclui IOF, seguros, tarifas de cadastro e taxas administrativas. Um banco com taxa de 2,00% ao mês pode ter CET maior que outro com taxa de 2,20% se os encargos adicionais forem menores. O CET é obrigatório por lei (Resolução CMN 4.881/2020) e deve ser informado antes da contratação.
- Considere o consignado antes do empréstimo pessoal. Se você é servidor público, aposentado ou pensionista do INSS, ou trabalhador CLT, o empréstimo consignado tem taxa máxima de 1,85% ao mês (INSS), muito inferior à média do pessoal comum (8,05% ao mês). A diferença em um empréstimo de R$ 10.000 em 36 meses é de mais de R$ 7.000 no total pago.
- Reduza o prazo ao máximo que seu orçamento permitir. Empréstimos longos parecem mais leves por mês, mas custam muito mais no total. Um empréstimo de R$ 20.000 a 3% ao mês em 12 parcelas gera R$ 3.960 de juros; em 48 parcelas, gera R$ 14.432. Triplicar o prazo quase quadruplica os juros.
- Faça amortizações antecipadas sempre que possível. O Código de Defesa do Consumidor (art. 52, parágrafo 2) garante o direito de antecipar parcelas com redução proporcional dos juros. Se você recebeu o 13º salário ou um bônus, use para abater o saldo devedor e escolha reduzir o prazo (economiza mais juros) em vez de reduzir a parcela.
- Simule nos dois sistemas antes de contratar. A Tabela Price facilita o planejamento com parcelas fixas, mas o SAC gera economia de 5% a 15% nos juros totais. Se sua renda comporta a parcela inicial mais alta do SAC, essa é quase sempre a escolha mais econômica.
- Nunca use empréstimo para cobrir despesas recorrentes. Se o orçamento não fecha todo mês, contrair dívida só adia o problema e adiciona juros. Empréstimo é ferramenta para situações pontuais: quitar dívidas mais caras (como cartão de crédito a 15% ao mês), emergências médicas ou investimentos com retorno superior ao custo do crédito.
Perguntas frequentes sobre empréstimo
Qual a diferença entre Tabela Price e SAC no empréstimo?
Na Tabela Price, todas as parcelas têm o mesmo valor: no início, a maior parte da parcela é composta por juros, e a amortização cresce ao longo do tempo. No SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização é fixa todo mês, mas os juros diminuem conforme o saldo devedor cai, gerando parcelas decrescentes. Em um empréstimo de R$ 20.000 a 3,50% ao mês em 36 parcelas, a parcela do Price é fixa em R$ 950, enquanto no SAC a primeira é R$ 1.256 e a última cai para R$ 575. O SAC gera economia de cerca de R$ 1.664 nos juros totais, mas exige que o orçamento comporte a parcela inicial mais alta.
O que é o CET e por que devo comparar pelo CET?
O CET (Custo Efetivo Total) é a taxa que representa o custo real e completo do empréstimo, incluindo juros, IOF, seguros, tarifas de cadastro e taxas administrativas. É obrigatório por lei e deve ser informado antes da contratação. Enquanto a taxa de juros nominal pode ser de 2,00% ao mês, o CET pode chegar a 2,80% ao mês ao incluir os encargos. Dois empréstimos com a mesma taxa de juros podem ter CETs muito diferentes. Sempre compare pelo CET para saber qual proposta realmente custa menos.
Quanto vou pagar de IOF no empréstimo pessoal?
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para empréstimo de pessoa física é composto por uma alíquota fixa de 0,38% sobre o valor contratado mais uma alíquota diária de 0,0082% sobre cada parcela, calculada pelo número de dias até o vencimento, com teto de 3,38% ao ano. Para um empréstimo de R$ 10.000 em 12 meses, o IOF fica em torno de R$ 148. Para 36 meses, chega a aproximadamente R$ 276. O IOF é cobrado no ato da contratação, sendo descontado do valor liberado ou financiado junto com as parcelas.
Qual a taxa de juros média de empréstimo pessoal no Brasil em 2026?
Em janeiro de 2026, a taxa média de empréstimo pessoal no Brasil é de 8,05% ao mês segundo pesquisa do Procon-SP, equivalente a aproximadamente 152% ao ano. Entre os grandes bancos, o Banco do Brasil oferece a menor taxa (6,72% ao mês), seguido pelo Bradesco (7,96%). Essas taxas variam muito conforme o perfil de crédito do cliente: pessoas com score alto e relacionamento com o banco podem conseguir taxas de 3% a 5% ao mês, enquanto clientes de maior risco pagam acima de 10% ao mês. Bancos digitais e fintechs costumam oferecer taxas mais competitivas que os bancos tradicionais.
Vale a pena antecipar parcelas do empréstimo?
Na maioria dos casos, sim. Antecipar parcelas reduz o saldo devedor e os juros futuros, e é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor com redução proporcional dos juros. A regra prática é: se a taxa de juros do empréstimo é maior que o rendimento que você obteria investindo esse dinheiro (após descontar IR), vale a pena antecipar. Com a Selic a 15% ao ano (CDI ~14,90%), investimentos conservadores rendem cerca de 1,16% ao mês líquido. Se seu empréstimo cobra 3% ao mês ou mais, antecipar é muito mais vantajoso do que investir. Exceção: nunca use sua reserva de emergência para antecipar parcelas.
Qual a diferença entre empréstimo pessoal, consignado e CDC?
O empréstimo pessoal não exige garantia, tem aprovação mais rápida, mas as taxas são as mais altas (média de 8,05% ao mês). O consignado tem parcelas descontadas diretamente do salário ou benefício do INSS, com taxas muito menores (teto de 1,85% ao mês para INSS) porque o risco de inadimplência é baixo. O CDC (Crédito Direto ao Consumidor) é usado para financiar bens como veículos, onde o bem fica alienado ao banco como garantia; as taxas ficam em torno de 2,02% ao mês. Em todos os casos, o CET é o que determina o custo real.
É melhor amortizar o prazo ou reduzir a parcela?
Amortizar o prazo (manter a parcela e reduzir o número de meses) quase sempre economiza mais juros do que reduzir a parcela. Isso ocorre porque, ao encurtar o prazo, você reduz o tempo em que os juros incidem sobre o saldo devedor. Em um empréstimo de R$ 30.000 a 2,50% ao mês com 48 parcelas restantes, amortizar R$ 5.000 reduzindo o prazo economiza cerca de R$ 3.200 em juros. A mesma amortização reduzindo a parcela economiza aproximadamente R$ 2.100. Porém, se seu orçamento está apertado e você corre risco de inadimplência, reduzir a parcela pode ser mais prudente para manter os pagamentos em dia.
Como funciona a margem consignável para empréstimo consignado?
A margem consignável é o percentual máximo da renda que pode ser comprometido com parcelas de consignado. Para beneficiários do INSS (aposentados e pensionistas), o limite é de 45% do benefício líquido: 35% para empréstimos consignados, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão de benefício. Para servidores públicos federais, o limite é de 35% da remuneração. Com o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, um aposentado que recebe o mínimo tem margem de R$ 567,35 para parcelas de consignado. Essa margem é verificada automaticamente pelo banco na contratação.
Glossário de termos de empréstimo
Amortização
A parcela do pagamento mensal que efetivamente reduz o saldo devedor. Na Tabela Price, a amortização é crescente; no SAC, é constante ao longo de todo o contrato.
CET (Custo Efetivo Total)
Taxa percentual anual que representa o custo real e completo do empréstimo, incluindo juros, IOF, seguros e todas as tarifas. Obrigatório por lei desde a Resolução CMN 3.517/2007.
IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
Tributo federal cobrado sobre operações de crédito. Para pessoa física, a alíquota é de 0,38% fixo sobre o valor contratado mais 0,0082% ao dia, com teto de 3,38% ao ano.
Tabela Price
Sistema de amortização com parcelas fixas e iguais durante todo o contrato. É o sistema mais usado em empréstimos pessoais e consignados no Brasil.
SAC (Sistema de Amortização Constante)
Sistema de amortização em que a parcela de capital é fixa todo mês, mas os juros diminuem conforme o saldo devedor cai, resultando em parcelas decrescentes.
Saldo devedor
O valor restante da dívida em qualquer momento do empréstimo. É sobre o saldo devedor que os juros mensais são calculados. Diminui a cada parcela paga ou amortização antecipada.
Margem consignável
Percentual máximo da renda líquida que pode ser comprometido com parcelas de empréstimo consignado. Para beneficiários do INSS, o limite é de 35% para empréstimos e 10% para cartões.
