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Calculadora de Empréstimo

Calcule sua parcela mensal, juros totais e custo total do empréstimo. Compare até 3 ofertas. Tabela Price e SAC.

Calculadora de empréstimos. Parcela mensal, juros totais e tabela de amortização.
Uma calculadora de empréstimos estima sua parcela mensal e os juros totais aplicando fórmulas de amortização ao valor, taxa e prazo. Suporta os métodos Price e SAC com cronograma completo de pagamentos e comparação de propostas.

O que é uma calculadora de empréstimo?

A calculadora de empréstimo é uma ferramenta que simula o valor das parcelas, os juros totais e o custo efetivo total (CET) de um empréstimo pessoal, consignado ou financiamento de veículo. Com ela, você insere o valor desejado, a taxa de juros e o prazo, e obtém instantaneamente a tabela de amortização completa nos sistemas Price (parcelas fixas) e SAC (parcelas decrescentes).
No Brasil, as taxas de juros para empréstimo pessoal variam enormemente: a média do mercado é de 8,05% ao mês segundo o Procon-SP (janeiro de 2026), mas instituições como o Banco do Brasil praticam 6,72% ao mês, enquanto fintechs e bancos digitais podem oferecer taxas ainda mais competitivas para clientes com bom score. Já o empréstimo consignado tem teto de 1,85% ao mês para beneficiários do INSS, e o financiamento de veículos (CDC) gira em torno de 2,02% ao mês.
Entender o custo real de um empréstimo vai além da taxa de juros anunciada. O CET inclui juros, IOF (0,38% fixo + 0,0082% ao dia), seguros, tarifas de cadastro e taxas administrativas. Dois empréstimos com a mesma taxa de juros podem ter custos totais muito diferentes dependendo desses encargos. Nossa calculadora permite comparar até 3 ofertas lado a lado, revelando qual proposta realmente custa menos.

Como calcular a parcela de um empréstimo

Para calcular a parcela de um empréstimo, você precisa de três informações: o valor emprestado, a taxa de juros mensal e o número de parcelas. O cálculo depende do sistema de amortização escolhido.
Pela Tabela Price (parcelas fixas):
1. Converta a taxa de juros para o formato mensal. Se o banco informar 2,50% ao mês, use 0,025 em decimal. Se informar a taxa anual, converta para mensal usando a fórmula de taxa equivalente.
2. Aplique a fórmula PMT: multiplique o valor emprestado pela taxa mensal e divida por 1 menos (1 + taxa) elevado a menos n, onde n é o número de parcelas.
3. O resultado é a parcela fixa que você pagará todo mês, do início ao fim do contrato. Na Tabela Price, a parcela é constante, mas a composição muda: no início, a maior parte é juros; no final, a maior parte é amortização.
Pelo Sistema SAC (parcelas decrescentes):
1. Divida o valor emprestado pelo número total de parcelas. Esse é o valor da amortização mensal, que permanece constante.
2. Multiplique o saldo devedor atual pela taxa de juros mensal para encontrar os juros do mês.
3. Some a amortização aos juros para obter a parcela daquele mês. Como o saldo devedor diminui a cada pagamento, os juros também diminuem, e as parcelas ficam progressivamente menores.
Além do valor principal e juros, adicione o IOF ao custo total. Para pessoa física, o IOF é de 0,38% sobre o valor contratado mais 0,0082% por dia de duração do empréstimo, limitado a 3,38%. Nossa calculadora faz todos esses cálculos automaticamente e exibe a tabela de amortização completa para ambos os sistemas.

Fórmula do cálculo de empréstimo

PMT=PV×i1(1+i)nPMT = PV \times \frac{i}{1 - (1 + i)^{-n}}
  • PMTPMT = Valor da parcela mensal fixa (Tabela Price)
  • PVPV = Valor total do empréstimo (principal)
  • ii = Taxa de juros mensal (em decimal)
  • nn = Número total de parcelas
Essa é a fórmula da Tabela Price, o sistema mais comum em empréstimos pessoais e consignados no Brasil. Ela gera parcelas iguais do início ao fim do contrato.
No Sistema SAC, as fórmulas são:
A=PVnA = \frac{PV}{n}
PMTk=A+(PVA×(k1))×iPMT_k = A + (PV - A \times (k - 1)) \times i
Onde A é a amortização constante (valor emprestado dividido pelo número de parcelas) e PMTk é a parcela do mês k. A cada mês, o saldo devedor diminui em A reais, reduzindo os juros e tornando a parcela menor.
Para converter a taxa de juros anual informada pelo banco em taxa mensal equivalente:
i=(1+ia)1121i = (1 + i_a)^{\frac{1}{12}} - 1
Onde ia é a taxa anual em decimal. Por exemplo, uma taxa de 30% ao ano equivale a aproximadamente 2,21% ao mês. Essa conversão é essencial porque os bancos brasileiros costumam anunciar a taxa mensal, mas o Banco Central divulga as estatísticas em taxa anual. Usar a taxa errada distorce completamente o cálculo da parcela.

Exemplos práticos de cálculo de empréstimo

Empréstimo pessoal de R$ 20.000 em 36 meses a 3,50% ao mês

Você contrata um empréstimo pessoal de R$ 20.000 a uma taxa de 3,50% ao mês em 36 parcelas. Na Tabela Price, a parcela fixa fica em R$ 950,40 por mês. Ao final dos 36 meses, você terá pago R$ 34.214, sendo R$ 14.214 só de juros — mais de 71% do valor original emprestado. No Sistema SAC, a primeira parcela é de R$ 1.255,56 (amortização de R$ 555,56 + juros de R$ 700,00), e a última cai para R$ 575,00. O total pago pelo SAC fica em R$ 32.550, uma economia de R$ 1.664 comparado ao Price. Porém, a primeira parcela do SAC é 32% maior, o que pode pesar no orçamento inicial. Além das parcelas, some o IOF de aproximadamente R$ 252 (0,38% fixo sobre R$ 20.000 = R$ 76, mais a alíquota diária limitada a 3%) ao custo total.

Consignado de R$ 10.000 para aposentado INSS em 84 meses

Um aposentado do INSS com benefício de R$ 3.000 contrata um empréstimo consignado de R$ 10.000 a 1,80% ao mês (próximo ao teto de 1,85%) em 84 parcelas. Pela Tabela Price, a parcela fixa é de R$ 215,49 por mês, valor que respeita a margem consignável de 35% do benefício (R$ 1.050). Ao final do contrato, o aposentado terá pago R$ 18.101, sendo R$ 8.101 de juros. Embora a taxa do consignado seja muito inferior à do empréstimo pessoal comum (1,80% vs 8,05% ao mês), o prazo longo faz os juros totais quase dobrarem o valor original. Dica: se possível, opte por 48 meses em vez de 84. A parcela sobe para R$ 316,73, mas o total pago cai para R$ 15.203 — uma economia de R$ 2.898.

Comparando 3 ofertas de R$ 30.000 para financiamento de veículo

Você precisa de R$ 30.000 para comprar um carro e recebe três propostas de bancos diferentes, todas em 48 meses pela Tabela Price. Banco A: 1,79% ao mês, parcela de R$ 935,22, total pago R$ 44.890. Banco B: 2,10% ao mês, parcela de R$ 985,67, total pago R$ 47.312. Banco C: 1,95% ao mês com tarifa de cadastro de R$ 800, parcela de R$ 960,15, total pago R$ 46.887 (incluindo a tarifa). A diferença entre a melhor e a pior oferta é de R$ 2.422. No entanto, ao comparar o CET, o Banco C, apesar da taxa intermediária, pode ter CET maior que o Banco B por causa da tarifa de cadastro embutida. É exatamente por isso que comparar apenas a taxa de juros é insuficiente. Use o modo de comparação da nossa calculadora para visualizar o custo total real de cada oferta lado a lado.

Dicas para economizar no empréstimo

  • Compare o CET, não apenas a taxa de juros. O Custo Efetivo Total inclui IOF, seguros, tarifas de cadastro e taxas administrativas. Um banco com taxa de 2,00% ao mês pode ter CET maior que outro com taxa de 2,20% se os encargos adicionais forem menores. O CET é obrigatório por lei (Resolução CMN 4.881/2020) e deve ser informado antes da contratação.
  • Considere o consignado antes do empréstimo pessoal. Se você é servidor público, aposentado ou pensionista do INSS, ou trabalhador CLT, o empréstimo consignado tem taxa máxima de 1,85% ao mês (INSS), muito inferior à média do pessoal comum (8,05% ao mês). A diferença em um empréstimo de R$ 10.000 em 36 meses é de mais de R$ 7.000 no total pago.
  • Reduza o prazo ao máximo que seu orçamento permitir. Empréstimos longos parecem mais leves por mês, mas custam muito mais no total. Um empréstimo de R$ 20.000 a 3% ao mês em 12 parcelas gera R$ 3.960 de juros; em 48 parcelas, gera R$ 14.432. Triplicar o prazo quase quadruplica os juros.
  • Faça amortizações antecipadas sempre que possível. O Código de Defesa do Consumidor (art. 52, parágrafo 2) garante o direito de antecipar parcelas com redução proporcional dos juros. Se você recebeu o 13º salário ou um bônus, use para abater o saldo devedor e escolha reduzir o prazo (economiza mais juros) em vez de reduzir a parcela.
  • Simule nos dois sistemas antes de contratar. A Tabela Price facilita o planejamento com parcelas fixas, mas o SAC gera economia de 5% a 15% nos juros totais. Se sua renda comporta a parcela inicial mais alta do SAC, essa é quase sempre a escolha mais econômica.
  • Nunca use empréstimo para cobrir despesas recorrentes. Se o orçamento não fecha todo mês, contrair dívida só adia o problema e adiciona juros. Empréstimo é ferramenta para situações pontuais: quitar dívidas mais caras (como cartão de crédito a 15% ao mês), emergências médicas ou investimentos com retorno superior ao custo do crédito.

Perguntas frequentes sobre empréstimo

Qual a diferença entre Tabela Price e SAC no empréstimo?

Na Tabela Price, todas as parcelas têm o mesmo valor: no início, a maior parte da parcela é composta por juros, e a amortização cresce ao longo do tempo. No SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização é fixa todo mês, mas os juros diminuem conforme o saldo devedor cai, gerando parcelas decrescentes. Em um empréstimo de R$ 20.000 a 3,50% ao mês em 36 parcelas, a parcela do Price é fixa em R$ 950, enquanto no SAC a primeira é R$ 1.256 e a última cai para R$ 575. O SAC gera economia de cerca de R$ 1.664 nos juros totais, mas exige que o orçamento comporte a parcela inicial mais alta.

O que é o CET e por que devo comparar pelo CET?

O CET (Custo Efetivo Total) é a taxa que representa o custo real e completo do empréstimo, incluindo juros, IOF, seguros, tarifas de cadastro e taxas administrativas. É obrigatório por lei e deve ser informado antes da contratação. Enquanto a taxa de juros nominal pode ser de 2,00% ao mês, o CET pode chegar a 2,80% ao mês ao incluir os encargos. Dois empréstimos com a mesma taxa de juros podem ter CETs muito diferentes. Sempre compare pelo CET para saber qual proposta realmente custa menos.

Quanto vou pagar de IOF no empréstimo pessoal?

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para empréstimo de pessoa física é composto por uma alíquota fixa de 0,38% sobre o valor contratado mais uma alíquota diária de 0,0082% sobre cada parcela, calculada pelo número de dias até o vencimento, com teto de 3,38% ao ano. Para um empréstimo de R$ 10.000 em 12 meses, o IOF fica em torno de R$ 148. Para 36 meses, chega a aproximadamente R$ 276. O IOF é cobrado no ato da contratação, sendo descontado do valor liberado ou financiado junto com as parcelas.

Qual a taxa de juros média de empréstimo pessoal no Brasil em 2026?

Em janeiro de 2026, a taxa média de empréstimo pessoal no Brasil é de 8,05% ao mês segundo pesquisa do Procon-SP, equivalente a aproximadamente 152% ao ano. Entre os grandes bancos, o Banco do Brasil oferece a menor taxa (6,72% ao mês), seguido pelo Bradesco (7,96%). Essas taxas variam muito conforme o perfil de crédito do cliente: pessoas com score alto e relacionamento com o banco podem conseguir taxas de 3% a 5% ao mês, enquanto clientes de maior risco pagam acima de 10% ao mês. Bancos digitais e fintechs costumam oferecer taxas mais competitivas que os bancos tradicionais.

Vale a pena antecipar parcelas do empréstimo?

Na maioria dos casos, sim. Antecipar parcelas reduz o saldo devedor e os juros futuros, e é um direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor com redução proporcional dos juros. A regra prática é: se a taxa de juros do empréstimo é maior que o rendimento que você obteria investindo esse dinheiro (após descontar IR), vale a pena antecipar. Com a Selic a 15% ao ano (CDI ~14,90%), investimentos conservadores rendem cerca de 1,16% ao mês líquido. Se seu empréstimo cobra 3% ao mês ou mais, antecipar é muito mais vantajoso do que investir. Exceção: nunca use sua reserva de emergência para antecipar parcelas.

Qual a diferença entre empréstimo pessoal, consignado e CDC?

O empréstimo pessoal não exige garantia, tem aprovação mais rápida, mas as taxas são as mais altas (média de 8,05% ao mês). O consignado tem parcelas descontadas diretamente do salário ou benefício do INSS, com taxas muito menores (teto de 1,85% ao mês para INSS) porque o risco de inadimplência é baixo. O CDC (Crédito Direto ao Consumidor) é usado para financiar bens como veículos, onde o bem fica alienado ao banco como garantia; as taxas ficam em torno de 2,02% ao mês. Em todos os casos, o CET é o que determina o custo real.

É melhor amortizar o prazo ou reduzir a parcela?

Amortizar o prazo (manter a parcela e reduzir o número de meses) quase sempre economiza mais juros do que reduzir a parcela. Isso ocorre porque, ao encurtar o prazo, você reduz o tempo em que os juros incidem sobre o saldo devedor. Em um empréstimo de R$ 30.000 a 2,50% ao mês com 48 parcelas restantes, amortizar R$ 5.000 reduzindo o prazo economiza cerca de R$ 3.200 em juros. A mesma amortização reduzindo a parcela economiza aproximadamente R$ 2.100. Porém, se seu orçamento está apertado e você corre risco de inadimplência, reduzir a parcela pode ser mais prudente para manter os pagamentos em dia.

Como funciona a margem consignável para empréstimo consignado?

A margem consignável é o percentual máximo da renda que pode ser comprometido com parcelas de consignado. Para beneficiários do INSS (aposentados e pensionistas), o limite é de 45% do benefício líquido: 35% para empréstimos consignados, 5% para cartão de crédito consignado e 5% para cartão de benefício. Para servidores públicos federais, o limite é de 35% da remuneração. Com o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, um aposentado que recebe o mínimo tem margem de R$ 567,35 para parcelas de consignado. Essa margem é verificada automaticamente pelo banco na contratação.


Glossário de termos de empréstimo

Amortização

A parcela do pagamento mensal que efetivamente reduz o saldo devedor. Na Tabela Price, a amortização é crescente; no SAC, é constante ao longo de todo o contrato.

CET (Custo Efetivo Total)

Taxa percentual anual que representa o custo real e completo do empréstimo, incluindo juros, IOF, seguros e todas as tarifas. Obrigatório por lei desde a Resolução CMN 3.517/2007.

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

Tributo federal cobrado sobre operações de crédito. Para pessoa física, a alíquota é de 0,38% fixo sobre o valor contratado mais 0,0082% ao dia, com teto de 3,38% ao ano.

Tabela Price

Sistema de amortização com parcelas fixas e iguais durante todo o contrato. É o sistema mais usado em empréstimos pessoais e consignados no Brasil.

SAC (Sistema de Amortização Constante)

Sistema de amortização em que a parcela de capital é fixa todo mês, mas os juros diminuem conforme o saldo devedor cai, resultando em parcelas decrescentes.

Saldo devedor

O valor restante da dívida em qualquer momento do empréstimo. É sobre o saldo devedor que os juros mensais são calculados. Diminui a cada parcela paga ou amortização antecipada.

Margem consignável

Percentual máximo da renda líquida que pode ser comprometido com parcelas de empréstimo consignado. Para beneficiários do INSS, o limite é de 35% para empréstimos e 10% para cartões.