Converta entre temperaturas em Celsius, Fahrenheit, Kelvin, Rankine e Réaumur. Trata corretamente as escalas não multiplicativas com a definição de offset do SI (0 °C = 273,15 K exato, 13.ª CGPM de 1967).
Conversor de temperatura entre Celsius, Fahrenheit, Kelvin, Rankine e Réaumur com fórmula afim e offset
Um conversor de temperatura traduz um valor entre Celsius, Fahrenheit, Kelvin, Rankine e Réaumur usando a fórmula afim ancorada em 0 °C = 273,15 K. Marca cada resultado como exato ou aproximado, então forno a 180 °C, receita americana de 350 °F, febre de 37,5 °C, freezer a −18 °C e a questão de PV=nRT do ENEM usam o mesmo motor sem perder dígitos.
O que é um conversor de temperatura?
Quase toda escala de temperatura nasceu de uma briga sobre onde fica o zero. Anders Celsius, em 1742, colocou o 0 na fervura da água e o 100 no congelamento — foi Carl Linnaeus quem inverteu a escala em 1744-45 para a convenção que você usa hoje na previsão do tempo. Daniel Gabriel Fahrenheit, em 1724, fixou o 0 numa mistura de gelo, água e sal de amônia (a coisa mais fria que ele conseguia reproduzir no laboratório), o que empurrou o congelamento da água para os esquisitos 32 °F. E é exatamente por causa dessas escolhas de zero diferentes que converter temperatura não é como converter metro em pé: não basta multiplicar por um fator.
É aí que entra a parte que distingue um conversor sério de um widget qualquer. Diferente de comprimento, massa, energia ou ângulo, a temperatura não é uma grandeza puramente multiplicativa — Celsius, Fahrenheit e Réaumur têm pontos zero distintos em relação à escala absoluta (Kelvin). Por isso o motor guarda dois números por unidade: uma inclinação (o fator em kelvin por grau) e um offset (o intercepto, em kelvin, quando a unidade marca zero). A conta é base = valor × inclinação + offset para chegar ao kelvin, e depois resultado = (base − offset do destino) / inclinação do destino para sair na unidade desejada. É a mesma máquina afim que o Folheto do SI da BIPM (§2.3.1), a 13.ª CGPM de 1967 Resolução 4 e a norma ISO 80000-5:2019 descrevem.
Este conversor cobre cinco escalas distribuídas em três grupos. O grupo absoluto inclui o kelvin (unidade base do SI desde 1967, redefinida em 2019 pela constante de Boltzmann k = 1,380649 × 10⁻²³ J/K exata) e a escala Rankine (William John Macquorn Rankine, 1859 — uma escala absoluta que mantém o tamanho do grau Fahrenheit, então 0 °R = 0 K e 491,67 °R = 273,15 K). O grupo comum cobre o grau Celsius (0 °C = 273,15 K exato pela 13.ª CGPM de 1967 Resolução 4) e o grau Fahrenheit (inclinação 5/9 K por grau, offset 459,67 × 5/9 K, então 0 °F = 459,67 °R). O grupo científico inclui a escala Réaumur (René Antoine Ferchault de Réaumur, 1731 — inclinação 5/4 K por grau, mesmo intercepto 273,15 K do Celsius, então 0 °Ré = 0 °C e 80 °Ré = 100 °C exatos). No Brasil o Réaumur praticamente não aparece no dia a dia, mas o leitor o encontra traduzido em qualquer edição de Tolstói — Guerra e Paz cita os invernos de Moscou em graus Réaumur — e em facsímiles de receituários franceses e alemães do século XVIII, antes do sistema métrico decimal se firmar.
O outro pilar da honestidade é o IEEE-754: dizer quais conversões são exatas e quais arrastam desvio de ponto flutuante. Três pares são bit-exatos em ida e volta neste conjunto: kelvin ↔ Celsius, Celsius ↔ Réaumur e kelvin ↔ Réaumur. Uma sutileza importante: a constante 273,15 NÃO é representável de forma exata como double IEEE-754 (a parte fracionária 0,15 tem expansão binária infinita e é arredondada ao double mais próximo), e a inclinação 5/4 = 1,25 também não é exata como fator 4/5 = 0,8 na direção inversa (0,8 é dízima em binário). Mesmo assim, a ida e volta kelvin↔Celsius é bit-exata porque a mesma constante 273,15 — guardada como o mesmo double — é somada ao ir para o kelvin e depois subtraída ao voltar, cancelando o desvio de forma simétrica. A mesma simetria vale para Celsius↔Réaumur (fator 0,8 multiplicado e depois dividido) e para kelvin↔Réaumur. Os dois pares que NÃO ganham o selo envolvem Fahrenheit ou Rankine: a inclinação deles é 5/9 ≈ 0,5555…, irracional em IEEE-754 (a expansão binária de 1/9 não termina), e a conversão NÃO é uma ida e volta simétrica, e sim uma composição de inclinação-mais-offset em que o desvio não se cancela. Por isso qualquer conversão que toque °F ou °R recolhe alguns ulps de desvio representacional, mesmo que a matemática simbólica seja exata. O selo “exato” só acende nos três pares citados; qualquer conversão que envolva Fahrenheit ou Rankine é honestamente marcada como aproximada.
Como converter entre unidades de temperatura
Toda conversão de temperatura são duas operações afins que passam pelo kelvin. A fórmula geral é:
onde Tentrada é o seu valor, aorigem e borigem são a inclinação e o offset da escala de origem (ambos em kelvin), e adestino, bdestino são a inclinação e o offset da escala de destino. Para fazer na mão:
1. Anote a inclinação e o offset da escala de origem. Para Celsius, aorigem = 1 e borigem = 273,15 K.
2. Multiplique a entrada pela inclinação e some o offset para obter o kelvin. 180 °C × 1 + 273,15 = 453,15 K (a temperatura típica do forno médio).
3. Anote a inclinação e o offset da escala de destino. Para Fahrenheit, adestino = 5/9 e bdestino = 459,67 × 5/9 ≈ 255,3722 K.
4. Subtraia o offset de destino do valor em kelvin e divida pela inclinação de destino. (453,15 − 255,3722) / (5/9) = 197,7778 × 9/5 = 356 °F — a temperatura que o forno brasileiro de 180 °C ocupa numa receita americana.
O procedimento serve para qualquer escala. De 350 °F (receita dos EUA) a Celsius: (350 × 5/9 + 459,67 × 5/9 − 273,15) / 1 = (5/9)(350 + 459,67) − 273,15 = 449,8167 − 273,15 = 176,67 °C — que as receitas brasileiras arredondam para 180 °C (3 °C de diferença é invisível para um bolo). De 0 °C a Réaumur: (0 × 1 + 273,15 − 273,15) / (5/4) = 0 / 1,25 = 0 °Ré exato. De 80 °Ré a Celsius: (80 × 1,25 + 273,15 − 273,15) / 1 = 100 °C exato (a âncora original de Réaumur — a água ferve a 80 °Ré). De −40 °F a Celsius: (−40 × 5/9 + 459,67 × 5/9 − 273,15) / 1 = (5/9)(419,67) − 273,15 = 233,15 − 273,15 = −40 °C — o único ponto fixo em que Celsius e Fahrenheit marcam o mesmo número.
Na escola brasileira a mesma conta aparece numa forma de proporção que cai direto em prova do ENEM e dos vestibulares: 5°C=9°F−32=5K−273. As três frações são iguais ao mesmo valor, então basta isolar a incógnita. O 273 (em vez de 273,15) é a simplificação usada no ensino médio; este conversor usa o 273,15 exato.
Para usar a calculadora, escolha a escala de origem no menu “De”, digite um valor e escolha a escala de destino em “Para”. O resultado se atualiza a cada tecla. Toque no cartão de resultado para copiá-lo. O seletor de precisão alterna entre automática (6 algarismos significativos) e um número fixo de 0, 2, 4, 6, 10 ou 15 casas decimais. A precisão automática muda para notação científica quando o resultado passa de 10¹² (um trilhão) ou cai abaixo de 10⁻³, então converter a temperatura de um plasma quente em kelvin para Rankine continua legível. O selo “exato” aparece só em três pares — kelvin ↔ Celsius, Celsius ↔ Réaumur e kelvin ↔ Réaumur — porque a ida e volta deles é bit-exata: a constante 273,15 é somada ao ir para o kelvin e subtraída ao voltar, cancelando o desvio de forma simétrica. Qualquer conversão que toque Fahrenheit ou Rankine é marcada como aproximada para relatar honestamente a inclinação 5/9 irracional em binário — não porque a definição seja imprecisa.
Tabela das conversões de temperatura mais buscadas
Tsaıˊda = Temperatura convertida, expressa na escala de destino (°C, °F, K, °R ou °Ré).
Tentrada = Temperatura de entrada, expressa na escala de origem.
aorigem = Inclinação da escala de origem em kelvin por grau (1 para K e °C, 5/9 para °F e °R, 5/4 para °Ré).
borigem = Offset da escala de origem em kelvin no zero (0 para K e °R, 273,15 para °C e °Ré, 459,67 × 5/9 ≈ 255,3722 para °F).
adestino = Inclinação da escala de destino em kelvin por grau.
bdestino = Offset da escala de destino em kelvin no zero.
Diferente de comprimento, massa, energia ou ângulo, a temperatura não é puramente multiplicativa — Celsius, Fahrenheit e Réaumur têm pontos zero distintos em relação à base absoluta (Kelvin). A fórmula é, portanto, uma transformação afim: multiplica pela inclinação, soma o offset, depois subtrai o offset de destino e divide pela inclinação de destino. A tabela de fatores que esta calculadora usa vem do Folheto do SI da BIPM 9.ª edição, da 13.ª CGPM de 1967 Resolução 4 e da ISO 80000-5:2019:
Kelvin (K): inclinação = 1, offset = 0 (unidade base do SI, redefinida em 2019 pela constante de Boltzmann k = 1,380649 × 10⁻²³ J/K exata)
Celsius (°C): inclinação = 1, offset = 273,15 K exato (a 13.ª CGPM de 1967 Resolução 4 fixa 0 °C = 273,15 K)
Fahrenheit (°F): inclinação = 5/9 K por grau, offset = 459,67 × 5/9 K ≈ 255,3722 K (âncora 32 °F = 0 °C = 273,15 K; a inclinação é irracional em IEEE-754)
Rankine (°R): inclinação = 5/9 K por grau, offset = 0 (escala absoluta com inclinação Fahrenheit; 0 °R = 0 K, 491,67 °R = 273,15 K)
Réaumur (°Ré): inclinação = 5/4 K por grau, offset = 273,15 K exato (0 °Ré = 0 °C, 80 °Ré = 100 °C)
Na direção Celsius → Fahrenheit a calculadora resolve TF = (TC × 1 + 273,15 − 459,67 × 5/9) / (5/9) = TC × 9/5 + 32, o famoso “°F = °C × 1,8 + 32” que aparece em todo livro de Física e Química do ensino médio. Para Celsius → kelvin: TK = TC + 273,15 exato. Para kelvin → Rankine: TR = TK × 9/5, exato na forma simbólica, aproximado em IEEE-754 porque 5/9 e 9/5 não terminam em binário. Para Celsius → Réaumur: TRé = TC × 4/5 = TC × 0,8 exato (0,8 é uma fração binária finita). Os três pares que ganham o selo “exato” são kelvin ↔ Celsius, Celsius ↔ Réaumur e kelvin ↔ Réaumur — qualquer outro par toca Fahrenheit ou Rankine, recolhe a inclinação irracional 5/9 e é honestamente marcado como aproximado. Vale lembrar a forma de proporção do ensino médio brasileiro, °C/5 = (°F − 32)/9 = (K − 273)/5, que é a mesma transformação afim escrita como igualdade de razões.
Exemplos resolvidos de conversão de temperatura
180 °C em Fahrenheit (forno brasileiro → receita americana)
Escolha De = Celsius, Para = Fahrenheit, Valor = 180. A fórmula dá 180 × 9/5 + 32 = 324 + 32 = 356 °F. É a conversão de cozinha mais comum no Brasil: forno baixo fica em torno de 160 °C, forno médio entre 180 °C e 200 °C, forno alto de 250 °C a 280 °C — e quase todo bolo, torta e pão de queijo assa a 180 °C (forno médio) por 30 a 40 minutos. Os fornos vendidos no Brasil (Brastemp, Consul, Electrolux, Atlas, Dako) marcam °C, mas o blog ou vídeo americano que você está seguindo escreve em °F: “350 °F” é a temperatura mais comum da confeitaria caseira dos EUA, que dá (350 − 32) × 5/9 = 176,67 °C — arredonde para 180 °C sem medo (3 °C não muda um bolo, um frango assado nem uma lasanha). O resultado é marcado como aproximado por causa da inclinação 5/9, embora 180 × 1,8 = 324 seja um produto decimal limpo e finito. Dica de forno turbo (convecção): reduza cerca de 20 °C em relação ao forno convencional para a mesma receita.
37,5 °C em Fahrenheit (limiar de febre na axila, padrão brasileiro)
Escolha De = Celsius, Para = Fahrenheit, Valor = 37.5. A fórmula dá 37,5 × 9/5 + 32 = 67,5 + 32 = 99,5 °F. No Brasil a convenção clínica (Sociedade Brasileira de Pediatria, drogarias) considera febre a partir de 37,5 °C medidos na axila — o método mais usado no país — ou 38 °C na boca e no reto; entre 37,2 °C e 37,5 °C fala-se em “estado febril” ou “febrícula”. A temperatura corporal normal na axila fica entre 35,5 °C e 37,2 °C, com variação ao longo do dia. Convertendo as referências: 37 °C = 98,6 °F (o valor canônico dos manuais americanos, atribuído a Carl Wunderlich em 1868), 38 °C = 100,4 °F (o limiar de febre das diretrizes dos EUA, Mayo Clinic e CDC) e 39 °C = 102,2 °F (febre alta). Os termômetros digitais vendidos em farmácia no Brasil (G-Tech, Incoterm, Multilaser, Omron, Premium) marcam °C com resolução de 0,1 °C, mas muitos modelos importados trazem a escala °F como referência secundária e dá para alternar segurando um botão. O resultado é marcado como aproximado pela inclinação 5/9, ainda que 37,5 × 1,8 = 67,5 seja um decimal finito.
350 °F em Celsius (adaptar receita dos EUA ao forno brasileiro)
Escolha De = Fahrenheit, Para = Celsius, Valor = 350. A fórmula dá (350 − 32) × 5/9 = 318 × 5/9 = 176,67 °C. É a pergunta que cai no Brainly e em todo grupo de confeitaria: a receita americana diz “preheat the oven to 350 °F” e o seu forno só tem números em °C. A resposta prática é 180 °C — os 3 °C de diferença somem num bolo. Tabela completa para adaptar receitas dos EUA: 300 °F = 148,9 °C (forno baixo, suspiros), 325 °F = 162,8 °C (biscoitos, cozimento lento), 350 °F = 176,7 °C (bolos e frango → 180 °C), 375 °F = 190,6 °C (assados → 190 °C), 400 °F = 204,4 °C, 425 °F = 218,3 °C (pizza, alta temperatura → 220 °C), 450 °F = 232,2 °C. Para sobremesas sensíveis a temperatura (suflê, macaron, pudim em banho-maria) use o valor exato da calculadora em vez do arredondamento. O resultado é marcado como aproximado pela inclinação 5/9.
0 K em Celsius e Fahrenheit (zero absoluto, questão clássica do ENEM)
Escolha De = Kelvin, Para = Celsius, Valor = 0. A fórmula dá 0 − 273,15 = −273,15 °C exato (selo: sim). Mude Para = Fahrenheit: (0 − 459,67 × 5/9) / (5/9) = −459,67 °F (selo: não — toca a inclinação 5/9). Mude Para = Rankine: 0 / (5/9) = 0 °R exato. O zero absoluto é o limite inferior da escala termodinâmica: o ponto em que a energia cinética clássica de toda partícula se anula (a energia quântica de ponto zero permanece, pelo princípio da incerteza de Heisenberg). A terceira lei da termodinâmica diz que ele é assintoticamente acessível mas inalcançável; o recorde atual fica em torno de 38 picokelvin, alcançado em 2021 por uma equipe alemã com resfriamento por armadilha magnética. É a conta que abre qualquer questão de gases ideais no ENEM e nos vestibulares: na equação PV = nRT a temperatura tem de estar em kelvin, então o primeiro passo é sempre TK = TC + 273,15. Jogar 25 °C direto na fórmula dá um resultado errado; o certo é 25 °C = 298,15 K (no ensino médio costuma-se simplificar para 298 K ou 300 K).
−18 °C em Fahrenheit (freezer doméstico, padrão ANVISA)
Escolha De = Celsius, Para = Fahrenheit, Valor = −18. A fórmula dá −18 × 9/5 + 32 = −32,4 + 32 = −0,4 °F. É a temperatura de referência do freezer doméstico no Brasil — o ponto em que a atividade enzimática dos alimentos fica efetivamente travada e dá para guardar carne, peixe, sorvete e congelados por meses. As combinadas vendidas no país (Brastemp, Consul, Electrolux, Panasonic, LG, Samsung) já saem de fábrica calibradas perto disso, e os órgãos de saúde recomendam a faixa de −18 °C a −25 °C para o freezer. A geladeira deve ficar entre 1 °C e 5 °C (a ANVISA recomenda até 5 °C, com 4 °C = 39,2 °F como referência ótima para frear a multiplicação de bactérias), e a geladeira de medicamentos e vacinas, entre 2 °C e 8 °C. Para um congelamento mais profundo, −24 °C = −11,2 °F. Se você tem uma geladeira importada que mostra °F no painel, passe esses valores aqui antes de ajustar o termostato.
44,8 °C em Fahrenheit (recorde de calor do Brasil, Araçuaí-MG)
Escolha De = Celsius, Para = Fahrenheit, Valor = 44.8. A fórmula dá 44,8 × 9/5 + 32 = 80,64 + 32 = 112,64 °F. É o recorde nacional de temperatura máxima homologado pelo INMET: 44,8 °C em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais), em 19 de novembro de 2023, superando os 44,7 °C de Bom Jesus (Piauí) registrados em 21 de novembro de 2005. Para comparar, a mínima histórica oficial do país é −14 °C, em Caçador (Santa Catarina), em 11 de junho de 1952 — que dá −14 × 1,8 + 32 = 6,8 °F. Quando um veículo de imprensa estrangeiro cobre uma onda de calor brasileira, costuma converter para Fahrenheit: “44.8 °C / 112,6 °F” num título da BBC ou do Guardian. O INMET trabalha sempre em °C — todos os alertas de onda de calor e os recordes climáticos saem em graus Celsius. O resultado é marcado como aproximado pela inclinação 5/9.
Tabela comparativa: temperaturas de referência nas cinco escalas
Referência
Kelvin
Celsius
Fahrenheit
Rankine
Réaumur
Zero absoluto
0 K
−273,15 °C
−459,67 °F
0 °R
−218,52 °Ré
Mínima histórica Brasil (Caçador 1952)
259,15 K
−14 °C
6,8 °F
466,47 °R
−11,2 °Ré
Ebulição do N₂ líquido
77,36 K
−195,79 °C
−320,42 °F
139,25 °R
−156,63 °Ré
Freezer (padrão ANVISA)
255,15 K
−18 °C
−0,4 °F
459,27 °R
−14,4 °Ré
Ponto fixo Celsius-Fahrenheit
233,15 K
−40 °C
−40 °F
419,67 °R
−32 °Ré
Geladeira ANVISA
277,15 K
4 °C
39,2 °F
498,87 °R
3,2 °Ré
Congelamento da água
273,15 K
0 °C
32 °F
491,67 °R
0 °Ré
Ar-condicionado econômico
296,15 K
23 °C
73,4 °F
533,07 °R
18,4 °Ré
Limiar de febre (axila, Brasil)
310,65 K
37,5 °C
99,5 °F
559,17 °R
30 °Ré
Corpo humano (axila)
310,15 K
37 °C
98,6 °F
558,27 °R
29,6 °Ré
Forno médio (bolo)
453,15 K
180 °C
356 °F
815,67 °R
144 °Ré
Forno americano 350 °F
449,82 K
176,67 °C
350 °F
809,67 °R
141,33 °Ré
Ebulição da água (1 atm)
373,15 K
100 °C
212 °F
671,67 °R
80 °Ré
Forno alto (pizza, finalização)
523,15 K
250 °C
482 °F
941,67 °R
200 °Ré
Recorde de calor Brasil (Araçuaí 2023)
317,95 K
44,8 °C
112,64 °F
572,31 °R
35,84 °Ré
Fotosfera do Sol
5778 K
5504,85 °C
9940,73 °F
10400,4 °R
4403,88 °Ré
Use esta tabela como conferência rápida ao converter uma temperatura na mão. A linha −40 é o ponto fixo onde Celsius e Fahrenheit se cruzam; a linha do zero absoluto fixa as duas escalas absolutas (Kelvin e Rankine) no mesmo piso; as linhas 0 °Ré e 80 °Ré ancoram a escala histórica de Réaumur no congelamento e na ebulição da água; as linhas da ANVISA, do forno e do INMET marcam os pontos do cotidiano brasileiro.
Conversões de temperatura mais buscadas no Brasil
Os pares de unidades que o usuário brasileiro mais consulta. Servem de referência rápida, ou digite o valor na calculadora para o resultado exato a 15 casas decimais.
0 °C em °F: 32 °F (congelamento da água, definicional)
100 °C em °F: 212 °F (ebulição da água a 1 atm, definicional)
37 °C em °F: 98,6 °F (temperatura corporal normal)
37,5 °C em °F: 99,5 °F (limiar de febre na axila, padrão brasileiro)
38 °C em °F: 100,4 °F (limiar de febre na boca/reto)
23 °C em °F: 73,4 °F (ar-condicionado econômico)
350 °F em °C: 176,67 °C (forno EUA, arredonde para 180 °C)
375 °F em °C: 190,56 °C (forno EUA, arredonde para 190 °C)
425 °F em °C: 218,33 °C (forno EUA de alta temperatura)
180 °C em °F: 356 °F (forno médio brasileiro)
−40 °C em °F: −40 °F (o único ponto fixo)
−18 °C em °F: −0,4 °F (freezer padrão ANVISA)
4 °C em °F: 39,2 °F (geladeira, referência ótima ANVISA)
0 °C em K: 273,15 K (congelamento da água, definicional)
100 °C em K: 373,15 K (ebulição da água a 1 atm)
−273,15 °C em K: 0 K (zero absoluto, definicional)
25 °C em K: 298,15 K (CNTP usada no ENEM para PV=nRT)
80 °Ré em °C: 100 °C (âncora original de Réaumur)
Variação de 1 °C = variação de 1 K = variação de 1,8 °F = variação de 1,8 °R = variação de 0,8 °Ré
Conversor de temperatura — Perguntas frequentes
Quanto é 180 graus Celsius em Fahrenheit?
180 °C = 180 × 9/5 + 32 = 324 + 32 = 356 °F. É a temperatura do forno médio para bolos, tortas, pão de queijo e frango assado no Brasil. As receitas americanas dizem “350 °F” no mesmo contexto, que dá 176,67 °C — os 3 °C de diferença não mudam quase nenhuma receita caseira. Se o seu forno só aceita números inteiros em °C, ponha 180 °C.
Quanto é 350 graus Fahrenheit em Celsius?
350 °F = (350 − 32) × 5/9 = 318 × 5/9 = 176,67 °C, a temperatura mais comum da confeitaria caseira dos EUA. As receitas brasileiras arredondam para 180 °C. Outras úteis ao adaptar receitas americanas: 325 °F = 162,8 °C (biscoitos), 375 °F = 190,6 °C (assados), 425 °F = 218,3 °C (pizza, alta temperatura).
Como converter Celsius para Fahrenheit?
Multiplique por 9/5 (= 1,8) e some 32. Assim 20 °C × 1,8 + 32 = 68 °F, 37 °C × 1,8 + 32 = 98,6 °F e 100 °C × 1,8 + 32 = 212 °F. No sentido inverso: subtraia 32 e multiplique por 5/9. A fórmula é legalmente exata (a 13.ª CGPM de 1967 fixou 0 °C = 273,15 K e a âncora 32 °F = 0 °C), mas arrasta alguns ulps de desvio IEEE-754 porque 5/9 é irracional em binário.
A partir de quantos graus é febre no Brasil?
No Brasil considera-se febre a partir de 37,5 °C medidos na axila — o método mais usado no país — ou 38 °C na boca e no reto. Entre 37,2 °C e 37,5 °C fala-se em “estado febril” ou “febrícula”. A temperatura normal na axila fica entre 35,5 °C e 37,2 °C. Em Fahrenheit, 37,5 °C = 99,5 °F e 38 °C = 100,4 °F (este último é o limiar de febre das diretrizes dos EUA).
Por que −40 °C é igual a −40 °F?
As escalas têm tamanhos de grau diferentes (1 °C = 1,8 °F) e zeros diferentes (0 °C = 32 °F), então elas se cruzam exatamente uma vez. Resolvendo T = T × 9/5 + 32 sai T = −40 — a única temperatura que as duas escalas marcam igual. Abaixo de −40, a leitura Fahrenheit fica mais negativa que a Celsius.
Qual a temperatura do zero absoluto em cada escala?
O zero absoluto é o limite inferior da escala termodinâmica, onde a energia cinética clássica de toda partícula se anula. Lê-se 0 K (base do SI, por definição), −273,15 °C exato (pela 13.ª CGPM de 1967), −459,67 °F, 0 °R (Rankine é absoluta) e −218,52 °Ré. A terceira lei da termodinâmica diz que ele é acessível assintoticamente, mas inalcançável; o recorde atual fica em torno de 38 picokelvin.
No PV=nRT do ENEM, uso Celsius ou Kelvin?
Sempre Kelvin. Na equação dos gases ideais PV = nRT, e em qualquer fórmula de termodinâmica (Stefan-Boltzmann P = σT⁴, Lei de Wien, radiação de Planck), a temperatura precisa ser absoluta. O primeiro passo é TK = TC + 273,15: jogar 25 °C direto dá resultado errado, o certo é 298,15 K (no ensino médio costuma-se simplificar para 298 K ou 300 K). É o erro que mais custa pontos em prova.
Qual é a fórmula de escalas termométricas que cai em prova?
A forma de proporção do ensino médio é °C/5 = (°F − 32)/9 = (K − 273)/5. As três frações valem o mesmo número, então basta igualar duas e isolar a incógnita. Para converter 50 °C em Fahrenheit, por exemplo: 50/5 = (°F − 32)/9, ou seja 10 = (°F − 32)/9, logo °F = 90 + 32 = 122 °F. O 273 (em vez de 273,15) é a simplificação didática; esta calculadora usa o 273,15 exato.
Qual é a maior e a menor temperatura já registrada no Brasil?
O recorde de calor homologado pelo INMET é 44,8 °C em Araçuaí (Minas Gerais), em 19 de novembro de 2023, superando os 44,7 °C de Bom Jesus (Piauí) de 2005. Em Fahrenheit, 44,8 °C = 112,64 °F. A mínima histórica oficial é −14 °C em Caçador (Santa Catarina), em 11 de junho de 1952 = 6,8 °F. O INMET publica todos os valores em graus Celsius.
Qual é a temperatura ideal da geladeira e do freezer?
A ANVISA recomenda a geladeira entre 1 °C e 5 °C, com 4 °C (= 39,2 °F) como referência ótima para frear a multiplicação de bactérias. O freezer deve ficar em torno de −18 °C (= −0,4 °F), com faixa recomendada de −18 °C a −25 °C. A geladeira de medicamentos e vacinas trabalha entre 2 °C e 8 °C. Temperaturas acima de 5 °C favorecem Salmonella, E. coli e Listeria.
Por que o kelvin se escreve sem o símbolo de grau?
A 13.ª CGPM (1967) retirou o símbolo de grau do kelvin: escreve-se 100 K, nunca 100 °K. Celsius, Fahrenheit, Rankine e Réaumur mantêm °C, °F, °R, °Ré porque são unidades baseadas em escala, enquanto o kelvin é a própria temperatura termodinâmica. Escrever “273 °K” num relatório técnico está errado; o certo é “273 K”.
O que é a escala Réaumur e onde ela ainda aparece?
A escala Réaumur, definida por René Antoine Ferchault de Réaumur em 1731, divide o intervalo entre o congelamento (0 °Ré) e a ebulição da água (80 °Ré) em 80 partes iguais, então 1 °Ré = 1,25 °C exato. Foi dominante na Europa continental nos séculos XVIII e XIX — no Brasil, o leitor a encontra sobretudo em traduções da literatura russa (Tolstói, Dostoiévski) e em receituários franceses e alemães da época. Hoje é praticamente obsoleta; a calculadora a inclui para leitura de fontes históricas.
O que é a escala Rankine e quem usa?
A escala Rankine, proposta pelo engenheiro escocês William John Macquorn Rankine em 1859, é uma escala termodinâmica absoluta que mantém o tamanho do grau Fahrenheit. 0 °R = 0 K (zero absoluto), 491,67 °R = 273,15 K = 0 °C, e uma variação de 1 °R equivale a 1 °F. Sobrevive em manuais americanos de transferência de calor e termodinâmica (Çengel/Boles, Moran) e em propulsão aeroespacial. Na indústria brasileira não se usa — os engenheiros a encontram só ao ler referências dos EUA.
Este conversor de temperatura é confiável e posso incorporá-lo no meu site?
Sim. A calculadora não pede cadastro, roda inteiramente no navegador e não mostra anúncios. A versão incorporável (iframe) também é livre de anúncios e rastreadores — útil para portais de meteorologia, blogs de culinária, materiais de Física e Química, cursinhos de ENEM e vestibular, guias de viagem e sites de instaladores de climatização que queiram um conversor limpo sem expor o leitor a rastreadores de terceiros.
Quanto vale 1 grau Celsius em graus Fahrenheit?
1 °C é exatamente 1,8 °F (= 9/5). Então uma oscilação de 10 °C equivale a 18 °F, um intervalo de 100 °C equivale a 180 °F, e uma variação de 1 K equivale a uma variação de 1 °C, igual a 1,8 °F. Por isso um termômetro Fahrenheit com resolução de 1 grau é mais fino que um Celsius com a mesma resolução — e a previsão do tempo americana dá o valor inteiro enquanto o INMET dá a décima.