Comparador de Empréstimos
Compare até 3 cenários de empréstimo. Descubra qual custa menos em juros e encontre a melhor oferta.
O que é um comparador de créditos pessoais?
Como comparar propostas de crédito passo a passo
Fórmulas para comparar créditos
- = Prestação mensal fixa (sistema francês de amortização)
- = Montante do empréstimo (capital em dívida)
- = Taxa de juro mensal (TAN anual dividida por 12)
- = Número total de prestações mensais
Exemplos práticos de comparação de créditos
Comparar duas propostas de crédito pessoal: prazo de 3 anos vs. 5 anos
Crédito automóvel: prestações constantes vs. prestações decrescentes
Três propostas de crédito pessoal de 15 000 EUR com encargos diferentes
Dicas para escolher a melhor proposta de crédito
- Compare sempre pela TAEG e pelo MTIC, não apenas pela TAN. A TAN é a taxa de juro pura, mas a TAEG inclui comissões, seguros obrigatórios, impostos de selo e outros encargos. Duas propostas com a mesma TAN podem ter custos totais muito diferentes. O MTIC indica em euros o valor total que pagará ao banco. Pode encontrar estas informações na Ficha de Informação Normalizada (FIN) que o banco é obrigado a fornecer antes da contratação.
- Solicite pelo menos 3 propostas antes de se comprometer. Em 2026, a TAEG do crédito pessoal em Portugal varia entre 8,5% e 15,6%, dependendo da finalidade, do perfil de risco e da instituição. Mesmo uma diferença de 1 a 2 pontos percentuais pode representar centenas ou milhares de euros de poupança ao longo do contrato.
- Foque-se no custo total, não na prestação mensal. Uma prestação mais baixa significa geralmente um prazo mais longo e mais juros no total. Um crédito de 10 000 EUR a 9% TAN em 3 anos custa 1 428 EUR em juros; o mesmo crédito a 6 anos custa 2 940 EUR — mais do dobro dos juros por apenas 3 anos adicionais de prestações mais cómodas.
- Pergunte pelo sistema de amortização. Em Portugal, a maioria dos créditos ao consumo utiliza o sistema francês (prestações constantes), mas algumas instituições oferecem prestações decrescentes (capital constante). O sistema decrescente custa 3% a 8% menos em juros totais. Se o seu orçamento comportar a prestação inicial mais elevada, é quase sempre a escolha mais económica.
- Verifique a comissão de reembolso antecipado antes de assinar. Para crédito ao consumo com taxa fixa, a comissão máxima legal é de 0,5% do capital amortizado se faltar mais de 1 ano para o fim do contrato, ou 0,25% se faltar 1 ano ou menos. Se a taxa for variável, não pode ser cobrada qualquer comissão. Se planeia fazer pagamentos extra, escolha propostas sem penalização ou com taxa variável.
- Consulte a sua taxa de esforço antes de contratar. O Banco de Portugal recomenda que o DSTI não ultrapasse os 50% do rendimento líquido do agregado familiar. Idealmente, mantenha-se abaixo dos 35%. Se o seu rendimento líquido é de 1 400 EUR e já paga 350 EUR de crédito habitação, a margem recomendada para novo crédito é de no máximo 140 EUR (1 400 EUR x 0,35 = 490 EUR - 350 EUR = 140 EUR).
- Verifique as taxas máximas legais antes de aceitar qualquer proposta. O Banco de Portugal publica trimestralmente os limites máximos da TAEG. No 2.o trimestre de 2026, a TAEG máxima para crédito pessoal com finalidade educação ou saúde é de 8,5%, para automóvel novo em locação financeira é de 4,8%, e para outras finalidades de crédito pessoal pode ir até 15,6%. Se a TAEG proposta ultrapassar estes limites, o contrato é ilegal.
Perguntas frequentes sobre comparação de créditos
Como posso comparar propostas de crédito de bancos diferentes de forma justa?
Para comparar propostas de forma rigorosa, simule todas com o mesmo montante e prazo e analise quatro métricas: a TAEG (não apenas a TAN), o MTIC (custo total em euros), o total de juros pagos e a prestação mensal relativamente ao seu rendimento. Solicite a Ficha de Informação Normalizada (FIN) a cada banco — é um documento obrigatório que padroniza a apresentação de todos os custos. Um crédito de 12 000 EUR a 8,45% TAN a 4 anos sem comissões pode ter MTIC inferior a outro com TAN de 7,90% mas com comissão de abertura de 2% e seguro vinculado. A nossa ferramenta de comparação permite introduzir até 3 propostas e visualizar estas diferenças instantaneamente.
Uma taxa de juro mais baixa significa sempre um crédito mais barato?
Não. Uma taxa de juro mais baixa não garante um crédito mais económico. O prazo tem tanto ou mais impacto que a taxa. Um crédito a 5 anos com TAN de 8,45% pode custar mais em juros totais do que um crédito a 3 anos com TAN de 9,50%, porque os juros acumulam-se durante mais tempo. Além disso, comissões de abertura (tipicamente 1% a 3% do montante) e seguros vinculados podem anular uma taxa mais baixa. Compare sempre pelo custo total (MTIC) e pela TAEG, que incluem todos os encargos.
Qual é a diferença entre prestações constantes e prestações decrescentes?
Nas prestações constantes (sistema francês), a prestação mensal mantém-se igual durante todo o contrato, facilitando o planeamento orçamental. Nas prestações decrescentes (sistema de capital constante), a parcela de capital é fixa todos os meses, mas os juros diminuem à medida que o saldo em dívida decresce, resultando em prestações cada vez menores. O sistema decrescente custa sempre menos em juros totais porque amortiza o capital mais rapidamente. Num crédito de 20 000 EUR a 8,70% TAN em 60 meses, as prestações constantes custam 4 662 EUR em juros, enquanto as decrescentes custam 4 423 EUR — uma poupança de 239 EUR.
Devo escolher o crédito com a prestação mais baixa ou com o custo total menor?
Depende da sua situação financeira. Se o objetivo é minimizar o que paga no total, escolha a proposta com o menor custo total (MTIC) — geralmente a de prazo mais curto. Se a tesouraria está apertada e necessita de manter os encargos mensais baixos, um prazo mais longo com prestações menores pode ser necessário, mesmo custando mais a longo prazo. A regra prática é manter a prestação do crédito abaixo de 10% a 15% do rendimento líquido mensal e escolher o prazo mais curto que se enquadre nesse orçamento.
Que encargos devo comparar além da taxa de juro?
Para além da TAN, compare: a TAEG (que inclui todos os encargos), o MTIC (custo total em euros), a comissão de abertura (tipicamente 1% a 3%), o imposto de selo (0,04% sobre juros mensais mais 4% sobre comissões), os seguros obrigatórios (vida e/ou proteção ao crédito), eventuais comissões de gestão mensal, e a comissão de reembolso antecipado (máximo legal de 0,5%). Consulte a FIN de cada proposta e confirme que a TAEG apresentada inclui todos estes encargos.
Quanto posso poupar ao escolher um prazo mais curto?
A poupança de um prazo mais curto pode ser substancial. Num crédito pessoal de 15 000 EUR com TAN de 9,00%, um prazo de 3 anos custa 2 157 EUR em juros, enquanto um prazo de 6 anos custa 4 427 EUR — uma poupança de 2 270 EUR (52% menos juros). Para um crédito automóvel de 20 000 EUR a 8,70% TAN, escolher 48 meses em vez de 72 meses poupa cerca de 1 600 EUR em juros. Como regra geral, reduzir 2 anos no prazo diminui o total de juros entre 30% e 50%, dependendo da taxa.
Posso comparar créditos com métodos de amortização diferentes?
Sim. O nosso comparador permite configurar um método de amortização diferente em cada proposta e visualizar os resultados lado a lado. Pode comparar uma proposta com prestações constantes (sistema francês) de um banco contra uma proposta com prestações decrescentes (capital constante) de outro. Isto é particularmente útil porque a maioria dos simuladores em Portugal só suporta prestações constantes, impossibilitando esta comparação direta.
Quais são as taxas máximas legais para crédito pessoal em Portugal em 2026?
O Banco de Portugal publica trimestralmente as taxas máximas da TAEG para contratos de crédito ao consumo. No 2.o trimestre de 2026, os limites são: crédito pessoal para educação, saúde e transição energética — TAEG máxima de 8,5%; outros créditos pessoais — TAEG máxima de 15,6%; automóvel novo em locação financeira — 4,8%; automóvel usado — 6,3%; cartões de crédito e linhas de crédito — 19,0%. Qualquer contrato com TAEG acima destes limites é ilegal. Estas taxas funcionam como teto máximo, pelo que deve sempre comparar propostas de várias instituições para encontrar a mais competitiva.
Glossário de termos de comparação de créditos
TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global)
Taxa que reflete o custo real e completo do crédito ao incluir a TAN, comissões de abertura e gestão, seguros obrigatórios, impostos de selo e outros encargos. É o indicador que deve utilizar para comparar propostas de diferentes bancos. Quanto menor a TAEG, mais económico é o crédito.
MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor)
Valor total em euros que o consumidor paga ao banco ao longo de todo o contrato, incluindo o capital, os juros e todos os encargos associados. Representa o custo absoluto do crédito e é o número mais direto para comparar propostas com o mesmo montante e prazo.
Sistema francês de amortização
Método de amortização com prestações mensais constantes. No início do contrato, a maior parte da prestação corresponde a juros; à medida que o capital em dívida diminui, a proporção inverte-se. É o sistema mais utilizado em créditos ao consumo em Portugal.
Sistema de capital constante
Método de amortização em que a parcela de capital é fixa em cada prestação, mas os juros diminuem progressivamente à medida que o saldo em dívida decresce. As prestações começam mais altas e vão diminuindo ao longo do contrato. Resulta sempre num total de juros inferior ao sistema francês.
TAN (Taxa Anual Nominal)
Taxa de juro anual que o banco aplica sobre o montante emprestado para calcular os juros. Não inclui comissões, seguros nem outros encargos. Serve de base para o cálculo de cada prestação, mas não deve ser usada isoladamente para comparar propostas.
FIN (Ficha de Informação Normalizada)
Documento obrigatório que as instituições de crédito devem fornecer antes da contratação, apresentando de forma padronizada todas as condições e custos do crédito (TAN, TAEG, MTIC, comissões, seguros). Permite comparar propostas de forma objetiva e transparente.
Taxa de esforço (DSTI)
Percentagem do rendimento líquido mensal do agregado familiar destinada ao pagamento de prestações de todos os créditos. O Banco de Portugal recomenda que não ultrapasse os 50%, sendo ideal mantê-la abaixo dos 35% para garantir folga financeira.
