Calculadora de Crédito
Calcule a sua prestação mensal, juros totais e custo total do crédito. Compare até 3 propostas. Prestações fixas ou decrescentes.
O que é uma calculadora de crédito pessoal?
Como calcular a prestação mensal de um crédito
Fórmula de cálculo da prestação de um crédito
- = Prestação mensal fixa (sistema francês)
- = Montante do empréstimo (capital em dívida)
- = Taxa de juro mensal (TAN anual dividida por 12)
- = Número total de prestações mensais
Exemplos práticos de cálculo de crédito
Crédito pessoal de 8 000 EUR a 4 anos para despesas familiares
Crédito automóvel de 20 000 EUR a 6 anos com pagamento extra
Comparar 3 propostas de crédito pessoal de 15 000 EUR
Dicas para poupar no seu crédito
- Compare sempre pela TAEG e pelo MTIC, não apenas pela TAN. A TAN é a taxa de juro pura, mas a TAEG inclui comissões, seguros obrigatórios, impostos e outros encargos. Dois créditos com a mesma TAN podem ter custos totais muito diferentes. O MTIC indica em euros o valor total que pagará ao banco, sendo o indicador mais direto para comparar propostas. Pode encontrar estas informações na Ficha de Informação Normalizada (FIN) que o banco é obrigado a fornecer antes da contratação.
- Escolha o prazo mais curto que o seu orçamento permitir. Um crédito de 10 000 EUR a 9% TAN em 3 anos custa 1 428 EUR em juros; o mesmo crédito a 7 anos custa 3 466 EUR — quase 2,5 vezes mais juros por apenas 4 anos adicionais de prazo. A prestação mais baixa de um prazo longo é tentadora, mas o custo total dispara.
- Verifique a sua taxa de esforço antes de contratar. O Banco de Portugal recomenda que o DSTI (debt service-to-income) não ultrapasse os 50% do rendimento líquido do agregado familiar. Idealmente, mantenha-se abaixo dos 35%. Se o seu rendimento líquido é de 1 500 EUR e já paga 400 EUR de crédito habitação, a margem recomendada para o crédito pessoal é de no máximo 125 EUR (1 500 x 0,35 = 525 - 400 = 125 EUR).
- Faça amortizações antecipadas sempre que possível, optando por reduzir o prazo. Ao reduzir o prazo, mantém a prestação mas elimina meses de juros futuros, poupando significativamente mais do que se reduzisse a prestação. Para crédito ao consumo, a comissão máxima de reembolso antecipado é de 0,5% do capital amortizado (se faltar mais de 1 ano) ou 0,25% (se faltar 1 ano ou menos).
- Simule nos dois sistemas antes de decidir. O sistema francês (prestações constantes) facilita o planeamento orçamental, mas o sistema de capital constante gera uma poupança de 3% a 10% nos juros totais. Se o seu orçamento comportar a prestação inicial mais elevada do capital constante, é quase sempre a escolha mais económica.
- Desconfie de ofertas com TAN muito baixa e produtos vinculados obrigatórios. Um crédito com TAN de 6% mas com seguro de vida obrigatório de 15 EUR por mês pode sair mais caro do que outro com TAN de 9% sem vinculações. A TAEG revela o custo real, mas certifique-se de que o banco a calculou incluindo todos os encargos.
- Consulte as taxas máximas legais antes de aceitar qualquer proposta. O Banco de Portugal publica trimestralmente os limites máximos da TAEG por tipo de crédito ao consumo. Em 2026, a TAEG máxima para crédito pessoal com finalidades específicas (educação, saúde) é de 8,5%, enquanto para outras finalidades pode ir até 15,6%. Se a TAEG que lhe propõem ultrapassa estes limites, o contrato é ilegal.
Perguntas frequentes sobre crédito pessoal
Qual é a diferença entre TAN, TAEG e MTIC?
A TAN (Taxa Anual Nominal) é a taxa de juro pura que o banco cobra sobre o montante emprestado, sem incluir quaisquer encargos adicionais. A TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) inclui a TAN mais comissões, seguros obrigatórios, impostos de selo e outros custos, representando o custo real do crédito em percentagem. O MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) traduz esse custo total em euros: é a soma de todas as prestações mais todos os encargos associados. Para comparar propostas de crédito, utilize sempre a TAEG e o MTIC, nunca apenas a TAN. Dois créditos com TAN de 8,50% podem ter TAEGs de 9,76% e 12,30%, respetivamente, se um incluir comissão de abertura e seguro obrigatório.
O que é a taxa de esforço e qual o limite recomendado?
A taxa de esforço (ou DSTI — debt service-to-income) é a percentagem do rendimento mensal líquido do agregado familiar destinada ao pagamento de prestações de crédito. Calcula-se dividindo a soma de todas as prestações mensais (crédito habitação, crédito pessoal, cartões de crédito) pelo rendimento líquido mensal e multiplicando por 100. O Banco de Portugal estabelece como referência um limite de 50% para o DSTI, o que significa que as prestações de todos os créditos não devem ultrapassar metade do rendimento líquido. No entanto, os especialistas recomendam manter a taxa de esforço abaixo dos 35% para garantir uma folga financeira confortável. Por exemplo, com um rendimento líquido de 2 000 EUR, o máximo recomendado para prestações totais é de 700 EUR.
Qual é a diferença entre prestações constantes e prestações decrescentes?
No sistema francês (prestações constantes), a prestação mensal mantém-se igual do início ao fim do contrato. No início, a maior parte da prestação corresponde a juros; no final, quase tudo é amortização de capital. No sistema de capital constante (prestações decrescentes), a parcela de capital amortizado é fixa todos os meses, mas os juros diminuem à medida que o saldo em dívida decresce, resultando em prestações progressivamente menores. Num crédito de 15 000 EUR a 8,70% TAN em 60 meses, o sistema francês tem uma prestação fixa de 308 EUR, enquanto o capital constante começa em 359 EUR e desce até 252 EUR. O capital constante poupa cerca de 173 EUR em juros totais porque amortiza o capital mais depressa.
Quanto pago de juros num crédito pessoal de 10 000 EUR?
O total de juros depende da TAN e do prazo. Para um crédito de 10 000 EUR pelo sistema francês: com TAN de 8,50% a 3 anos, paga 1 358 EUR de juros (prestação de 315 EUR). Com TAN de 8,50% a 5 anos, paga 2 290 EUR de juros (prestação de 205 EUR). Com TAN de 11% a 5 anos, paga 3 025 EUR de juros (prestação de 217 EUR). Como referência, a TAEG média do crédito pessoal em Portugal ronda os 9% a 12% em 2026, embora os melhores perfis de crédito consigam taxas a partir de 8,45% TAN. Quanto mais curto o prazo, menos juros paga no total, embora a prestação mensal seja mais elevada.
Vale a pena amortizar antecipadamente o crédito pessoal?
Na maioria dos casos, sim. A amortização antecipada reduz o capital em dívida e, consequentemente, os juros futuros. A regra prática é: se a taxa de juro do crédito é superior ao rendimento que obteria ao investir esse dinheiro (líquido de impostos), vale a pena amortizar. Com taxas de depósitos a prazo em Portugal a rondarem os 2% a 3% brutos e créditos pessoais com TAEG de 9% a 12%, amortizar é quase sempre mais vantajoso do que investir. A comissão máxima de reembolso antecipado para crédito ao consumo é de 0,5% do capital amortizado se faltar mais de 1 ano, ou 0,25% se faltar 1 ano ou menos. Deve notificar o banco com 30 dias de antecedência por carta ou suporte duradouro. Existem isenções de comissão em caso de morte, desemprego ou deslocação profissional do titular.
Quais são as taxas máximas legais para crédito pessoal em Portugal?
O Banco de Portugal publica trimestralmente as taxas máximas da TAEG para contratos de crédito ao consumo. No 2.o trimestre de 2026, os limites são: crédito pessoal para educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos — TAEG máxima de 8,5%; crédito pessoal para outras finalidades — TAEG máxima até 15,6%. Para crédito automóvel, as taxas máximas são de 4,8% para veículos novos e 6,3% para usados. Qualquer contrato com TAEG acima destes limites é ilegal. Estas taxas funcionam como teto e não como taxa praticada, pelo que deve sempre comparar propostas entre várias instituições para encontrar a mais competitiva.
É melhor reduzir o prazo ou reduzir a prestação ao amortizar?
Reduzir o prazo poupa mais juros na maioria dos cenários. Ao manter a prestação e encurtar o número de meses, elimina períodos inteiros em que os juros incidiriam sobre o saldo em dívida. Num crédito de 20 000 EUR a 8,70% TAN com 60 meses restantes, amortizar 3 000 EUR reduzindo o prazo poupa cerca de 850 EUR em juros. A mesma amortização reduzindo a prestação poupa aproximadamente 570 EUR. No entanto, se o seu orçamento estiver apertado e correr risco de incumprimento, reduzir a prestação pode ser mais prudente para garantir que consegue honrar os pagamentos. A decisão deve equilibrar a poupança financeira com a segurança do orçamento mensal.
Como posso comparar várias propostas de crédito de forma justa?
Para comparar propostas de forma rigorosa, utilize o mesmo montante e prazo em todas e analise quatro métricas: a TAEG (não apenas a TAN), o MTIC (custo total em euros), o total de juros pagos ao longo do contrato, e a prestação mensal relativamente ao seu rendimento. Solicite a Ficha de Informação Normalizada (FIN) a cada banco — é um documento obrigatório que padroniza a apresentação de todos os custos. Uma proposta com TAN mais baixa mas com comissão de abertura e seguros vinculados pode ter um MTIC superior a outra com TAN mais alta mas sem encargos adicionais. O modo de comparação da nossa calculadora permite introduzir até 3 propostas e visualizar todas estas métricas lado a lado.
Glossário de termos de crédito
TAN (Taxa Anual Nominal)
Taxa de juro anual que o banco aplica sobre o montante emprestado para calcular os juros. Não inclui comissões, seguros nem outros encargos. É a base de cálculo de cada prestação.
TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global)
Taxa que reflete o custo real e completo do crédito ao incluir a TAN, comissões de abertura e gestão, seguros obrigatórios, impostos de selo e outros encargos. É o indicador que deve utilizar para comparar propostas de diferentes bancos.
MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor)
Valor total em euros que o consumidor paga ao banco ao longo de todo o contrato, incluindo o capital, os juros e todos os encargos associados. Representa o custo absoluto do crédito.
Sistema francês de amortização
Método de amortização com prestações mensais constantes. No início do contrato, a maior parte da prestação corresponde a juros; à medida que o capital em dívida diminui, a proporção inverte-se. É o sistema mais utilizado em Portugal para créditos ao consumo.
Sistema de capital constante
Método de amortização em que a parcela de capital é fixa em cada prestação, mas os juros diminuem progressivamente à medida que o saldo em dívida decresce. As prestações começam mais altas e vão diminuindo ao longo do contrato.
Taxa de esforço (DSTI)
Percentagem do rendimento líquido mensal do agregado familiar destinada ao pagamento de prestações de todos os créditos. O Banco de Portugal recomenda que não ultrapasse os 50%, sendo o ideal mantê-la abaixo dos 35%.
Amortização antecipada
Reembolso parcial ou total do capital em dívida antes do fim do prazo contratado. Pode ser feita para reduzir o prazo ou a prestação. A comissão máxima legal para crédito ao consumo é de 0,5% do capital amortizado (mais de 1 ano para o fim) ou 0,25% (1 ano ou menos).
